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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Poço


Sair do fundo do poço
Eu posso

Basta usar as pernas e escalar a parede estreita
Vou ter que usar a esquerda e a direita

E como um gancho os dedos que estão na minha mão
Toco no escuro as paredes frias

Preencho as minhas horas tão vazias

Nem que eu tenha que cravar as unhas no limbo
O sol é lindo

Subindo...
Mais bonito é ver você sorrindo

Será que você não sabe que eu estou aqui?
Fui te procurar e caí



sexta-feira, 12 de abril de 2013

Resposta



Ir contra o fluxo natural

Deve haver algo errado
O peixe não sobe a correnteza só para exercitar o nado

Não posso lhe contar é segredo
Não foi da noite para o dia que você virou brinquedo

Vamos conviver, essa é a solução 
Hoje eu quero escrever para afastar a solidão

E não adianta já estamos ligados
Vai me receber na janta porque estamos conectados

E se ninguém me responder
Não tem o menor problema, eu não vivo esse dilema, sei que você vai me ler!

Eu sempre falei sozinha
Mas passei a escrever depois que eu vi você parado nas entrelinhas

Como ignorar a vida... Como ignorar agora?
Não entende, um suicida apenas sente que a partida alivia a dor que aflora

A minha cabeça, seu mictório, terminei no sanatório
Alguém chame a ambulância!

Já escrevi pedi socorro, eu não sei porque não morro
De onde vem a minha ânsia?

Se afaste das janelas, fique longe dos remédios
Evite andar sozinha, olhe por onde caminha
 Pode ser a sua vez

Nada mais me motiva... por ti eu sou uma falida
Só vivo por quem me fez!

Enquanto eles durarem eu seguro o meu impulso
Como para compensar e o sono é mórbido

Tenho que improvisar com algo avulso
Melhor eu pensar em algo sólido

Enfiar a cabeça só no trabalho
Tentar algo a mais com muito estudo

Enquanto isso me distrai
Quem sabe algo me atrai
Um dia mudo

Não te esqueço jamais
Minha glória e ruína

Momentos inesquecíveis
Prazeres inconfundíveis
Te quero desde menina!

A dançar ao som da valsa
Um tango, quem sabe salsa
Balas de naftalina

Só e louca pelos cantos
Ando a carregar meu manto
Que é feito da sua farda

O meu guerreiro morre em combate e nunca mais volta
E quem dá o cheque mate não se revolta

Amarga a minha voz ecoou:

-Tem alguém aí?


Se tiver me responda:
Porque é que Jane Fonda não transou com o Spike Lee?

Eu não sou adestrada, a minha fúria é ser castrada
O que faço nesta estrada sem ti?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Tartaruga do mal


Se você vier na velocidade que eu estou te vendo
Daqui a cem anos estaríamos nos conhecendo

Porque coloca tantos intermediários em nosso caminho?
O meu contato é direto, eu quero você sozinho

Quer falar de negócios ou seja lá do que for
Eu só consigo sentir por você um ódio que vem do amor

Como é fácil me iludir! Eu me revolto com isso
Coloca bolhas de sabão e eu perco os meus compromissos

Eu não posso acreditar naquilo que eu duvido

Meu ouvido

A porta


Ninguém se acha influenciável
Até o dia em que percebe o inevitável

Tudo o que contamina a rotina
No final é o que predomina

Desvios de rota, padrões de conduta
Acerta quem corta, pena quem escuta

Afaste-se de tudo o que te prejudica
Não faça cerimônias... Instale outros hábitos

Compre uma nova colônia
Reprograme a sua mente e respire o seu hálito

Não precisa machucar ninguém para isso
As pessoas adultas sabem que prioridades existem
E que é válido o seu sacrifício

Quem se conserva saudável, vive mais 
Tanto a mente quanto o corpo
Cada um tem o seu porto

A convivência deve ser um prazer e não uma obrigação
É duro ver os filhos crescer e não saber a lição

Tsunamis emocionais só trazem a destruição e o sofrimento
Tentamos ser racionais mas emoções são falhas no discernimento 

A independência traz a maturidade 
Falta de delinquência é uma raridade

Sempre alerta, sempre que possível
Porta aberta não afasta o que é previsível

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O centro do universo

Você não é o centro do meu universo
Quero ter sempre recursos para mantê-lo em minha órbita
Mas você não pode ser a única razão para os meus versos
Não quero que a minha vida fique mórbida

Preciso reencontrar o meu equilíbrio e sanidade
Tenho que alimentar a minha vida
Não estou falando de egoísmo ou vaidade
Estou falando de saúde e curar a minha ferida

Por mais que sejam doces as suas mentiras
Estou ficando já com diabetes
Já tive uma prova de tua ira
Nem por isso sou a sua marionete

Tenho sentimentos e desejos que são reprimidos
Não vou por isso me acabar em comprimidos

Eu abri mão de muitos planos
Quero viver o meu lado mais humano

Não tenho estômago de aço para suportar o seu desdém
Nem para aceitar uma vida de refém

Tentei sempre um comum acordo
Nunca te falei mas eu mordo

Já fiz de tudo
Já dei tudo o que eu tinha
Até ficar sem nada
Completo vazio

Não adiantou
Não vou mais me degringolar
Eu me amo
Eu me respeito
Eu sei quem eu sou

Se eu não estiver inteira
Nada mais terá sentido
Então para outros lugares eu tenho ido

Para me recompor
Me recuperar outra vez

Ponha-se no seu lugar
Me amar foi uma coisa que você nunca fez

E mesmo que tudo não seja sempre a meu respeito
O respeito deve existir independente do objeto

Eu quero o melhor para mim
E já não sei se você é o melhor

Você nunca vai conseguir
Mudar o que eu penso e o meu temperamento

Você pode até me matar,
Mas nunca vai poder levar
O que aprendi e meus sentimentos

Se você tentar me obrigar a fazer algo
Pode até me desiquilibrar
Mas nunca atingirá o seu alvo

Estou aqui, estou sã e a salvo

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Impotência

O meu silêncio quer quebrar todos os espelhos da sua casa
Para que você consiga enxergar através de si mesmo e além

Não tenho voz para dizer as nossas verdades
Para que a minha voz será mais uma refém?

De todas as perversidades 
E de tudo o que me tem acontecido

O ar que eu respiro, 
Tudo o que é lido

Esse mundo é dos criativos
Esse mundo é dos sonhadores

Não é para mim
Eu tenho horror a mentira

Não sei ainda qual é o seu sonho
Aposto que nunca foi acabar comigo

Não devíamos ter cruzado
Pois tudo o que faço é inadequado ou errado

O que espera de alguém... temos quase cinco anos
A espera de um neném nós nos entregamos

Ou melhor eu me entreguei e me perdi
Tão fora de mim acabei morando em ti

Vou reconstruir a minha casa
Não me venha tocar o corpo com o vento

Quero ter a minha vida, vê se ouve o meu lamento
Chega de cenas, de fantasias e projeções

Cabeça cheias, salas vazias e espera nos saguões
Eu tenho outros projetos não me leve a mal

Existe um conceito e devemos ter respeito com tudo o que é racional
Para o bem
Pelo bem

Te desejo o melhor dos mundos, se é que existe.
O meu maior desejo é só te conter em um beijo como alguém que resiste.

sábado, 16 de fevereiro de 2013


Passei um tempo só para saber o que eu sentia 
Passei um tempo só e ninguém via
Passei um tempo só todos os dias

Chorei demais até sentir que não podia respirar
Chorei demais até não poder falar

Não vai adiantar as estrelas não mudam de lugar
Não vai adiantar o vento nunca vai parar


Não vai adiantar o mundo não para de girar

Eu quero uma fundação eu quero uma coluna
Eu quero uma base eu quero uma estrutura

Me dá um plano de ação e me faz um projeto
Fica no meu coração eu quero você por perto

Você é minha inspiração
Meus olhos para o futuro

Eu sei que as vezes sou sem noção
Eu sei o quanto isso é duro

Me acalma me dá esperança e me faça sorrir
Minha alma, a minha criança para sempre poder existir

Duplica a minha vida me faz outra pessoa
Me multiplica e faz uma coisa boa

Para a sua vida e para a minha também
Os anjos são feitos quando alguém diz amém

Você prometeu, você me deu o seu perdão
Me acometeu aos poucos me tirou do chão

Me faz flutuar eu quero voar outra vez
Me faz levitar e amar como ninguém nunca fez

Eu quero seguir os seus passos 
Eu quero seguir o seu caminho
Me dá uma abraço estou envolta em espinhos

Me ensina a viver me faz te amar outra vez
Me dá o seu você como você nunca fez

Eu quero entender suas razões eu quero saber seus motivos
Eu quero aprender as suas lições eu quero guardar os seus livros

Assim do meu jeito deixa eu te dar o meu melhor
Você é perfeito mesmo quando é pior

Eu não tenho paz o que faço para os seus pais me aceitarem
Eu já não sei mais pra quê deles tanto se dedicarem

Se não for comigo então com quem é que vai ser?
Prefiro um amigo pois eu sei que vai doer

Vem acontecer vem para me multiplicar
Não quero morrer sem saber o que é amar

Que as crianças do mundo sejam amigos e testemunhas

Que o nosso amor é lindo 
Como um gato sem unhas

Deixa eu te morder de brincadeira
Deixa eu fingir te arranhar
Você é a minha mamadeira
Ninguém precisa notar


O Pirata

Vamos conversar mais um minuto?
Neste mar, a me atacar, o escorbuto!

Você parece não saber das consequências que envolvem a nossa relação doentia...
Toda relação é uma doença, mesmo que tardia

Acho que já chegou até onde poderia
Não! Com muita sorte ainda tenho a morte a se mostrar arredia

Prefiro uma vida intensa e mais longa do que você pensa ao seu lado
Tenho que aceitar, já que não consigo derrotar o ser amado

O seu lado destrutivo sempre tão intuitivo é uma graça
E você é sempre fino assim? ...Como as pernas de uma garça?

Sou, e me acho lindo...

Relação

Coração de aço
Comigo faz regaço
O que fazer por ti?

Eles são de lata
Sangue de barata
Não viram o que eu vi

Tenho um segredo
guardo entre os dedos
Tudo o que ouvi

Destilo o meu veneno
E um sal de frutas Eno
Engoli

Regurgitar o mar
Sem se afogar
Afago eu não tive

Saber interpretar
Sem agonizar
Detetive

Preciso de um socorro
Eu sei que um dia eu morro
E não vive?

Paralisada, toda a tropa armada
Sentindo tesão

Não vê que é enganada a troco de nada
Toda a nação?

Formam uma cortina, colada na retina
Falsificação

E todos os ideais... o querer sempre mais
Ilusão

A minha vida sem ciclismo na beira de um abismo
Delirante!

Onde eu devo guardar tanta emoção comandante?

Música, letra e vinho ou você... espumante!

Capitão o que fazer com as amantes?

Enrolar em um barbante de cetim!
E que esta corda nunca tenha um fim!

Que elas cruzem o espaço
E tragam mais amantes para mim :o)

Este é o objetivo:
Mais dinheiro
Mais poder
Mais motivos
Mais amantes

Qual é o crivo?
Nunca ser como antes!
E não se cansa?
Não temos espaço para o cansaço, não vai dar tempo
Qual é o problema?
Muito prazer é todo o meu sofrimento

Nada do que eu invisto é perdido
Eu sou mais um iludido

E tudo deve ser aprendizado
Então me dê o canudo que eu já estou formado

Assopro o canudo e faço uma bolha de vidro
Lá eu te guardo e te protejo de todo o perigo

O mestre em cruzar janelas tem os seus próprios motivos

Deixe tudo como sempre foi...
Vou comer os bifes e contar os bois

Carnificina a sua oficina assassina a minha imaginação
Patrocínio é só um declínio ao seu raciocínio nesta excursão

A sua alma tem um preço e nós sabemos antes de você nascer
Vai depender tudo o que você fizer para poder receber

Cargos, salários, organogramas, hierarquias
Extratos bancários, fluxogramas e muita anarquia

Qual é a descrição do inferno?
Tomados por paixões danço entre furacões e é só o começo

Por quê as minha indagações só me trazem opções ao avesso?
Não tenho limites e o apetite é feroz

Me dá um tom, quer que eu imite a sua voz?
Eu te persigo, eu te procuro, eu te detenho

Eu te abrigo, eu te iludo, eu te ordenho
  Vaca!

Existem milhões como você então vê se não empaca!
Submissão é uma lição que ainda não aprendi
Não é o chão... mas cruzar os céus em um esqui

...Vai meu amor e só me chame se der certo...

Eu não te conheço
Tem alguém aqui por perto?

Tenho muitos inimigos naturais, esse é o problema
A vida artificial tem um preço animal, eu não sofro com dilemas

São válidas só as minhas teorias
No meu time ninguém perde

Tudo é lucrativo 
Tudo é engraçado quando eu quero
Como posso ser um monstro?
Sou alguém melhor que Nero!

O seu lado mais humano eu vi em um fulano que conheci no bar

Sem as suas luzes você continua sendo quem você é e o que você fez
Só as pessoas que esquecem e por isso adoecem quando vence a timidez

De quantas ferramentas você precisa para a sua operação?

Quanto mais complexo, mais caro, quanto mais caro mais lucrativo
Muito raro é que você tenha um único motivo

 Mas que droga? O que pensa que eu sou?
Você é só uma mulher que segura uma colher ...ou apenas o que restou?

Cinquenta tons de cinza o KCT!
Eu tenho vida própria

Vá para a Malásia amar em falsete  
ou
Ache na Asia a minha cópia...

Eu não sirvo para você!

Eu gosto de fazer o que me faz bem, não me importo com o que você acha
Num dia eu faço ginástica e no outro eu como bolacha

Trabalho para homem nenhum enfiar o dedo na minha cara
O dedo tem o seu lugar certo e saber usá-lo é uma coisa rara

Não existe relação mais intensa do que a minha
O tempo todo eu penso, o meu cérebro é denso e não é a toa que eu estou sozinha*

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Falta de tato

Como eu pude me apaixonar por uma foto
Pela maneira que você escreve
Tenho andado por caminhos tortos
Que os segredos nunca se revelem

A fórmula da sua personalidade jamais será vendida
Enquanto eu mudo de cidade jamais esquecida

Quero os seus dedos que por tanto tempo comigo teclaram
Saber os seus medos e dizer que eles não me abalam

Porque essa áurea de tudo o que poderia ter sido
No final foi bom eu poder ter em uma fração de segundo... tê-lo vivido

Unicamente só e de maneira plena
Mesmo que indiretamente e tão serena
A luz do sol entrava no meu quarto confirmando o sentimento
Era mais um livro, um passeio, a sua ausência e o meu tormento

Outrora eu só agonizava em um deserto frio o meu sofrimento
Encapsulada por uma película de sentimentos invisíveis
Muitas fronteiras se ergueram nessa guerra
O que torna impossível qualquer aproximação

O sentimento distante, guardado na estante para você
O que é mais importante? Porque você morre em frente a TV?

Volta como uma primavera em minha vida
Deixa eu sentir o seu cheiro

Veja como é moderna a sua querida
Quero te teclar por inteiro

Vem dar sentido ao meu tempo livre
Deixa eu sentir que tenho saúde

Eu não sei como você vive
E ao respirar você me ilude

Numa ação violenta eu espanco almofadas
Vale a pena adotar pessoas abandonadas

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Barreiras

Melhor nunca tê-lo encontrado
Do que sentir a sua ausência
Sem energia para mais nada
Eu apenas escrevo
Sei que nunca vou pagar o que eu te devo

Amor que transcende
Você me adota e depois se arrepende?

Vou morrer te procurando
As pessoas vivem
Eu fico só olhando

Fora as obrigações nada faço
Sinto a falta de um abraço

Uma conversa interessante
Existe algo mais importante?

Não entendo o presente

Como construir um futuro?

A minha felicidade vive em outra cidade
Do outro lado do muro

sábado, 29 de dezembro de 2012

A vida é verde


Temos muito espaço no Brasil
E vivemos amontoados nas cidades

Talvez seja porque a tecnologia ainda não evoluiu o suficiente 
A educação ainda é carente

Os interesses são incoerentes
A maneira de se trabalhar não é das mais inteligentes

Ainda não começamos a trabalhar para viver
Fazemos o contrário

Vou procurar a vida num dicionário...

Prisão


Brincos de princesa

Originais
Orgânicos

Duram uma vida
Passarinho preso
Um cantor suicida

Morrer implorando a liberdade
Fria impunidade


Cotidiano



Vejo através da janela do ônibus 
Sempre o mesmo filme A cidade cinza paralisada Pessoas que dormem nas calçadas Pedintes que fazem a vida às margens Cheiro de esgoto no ar Entre carrões e milhões de populares Eu tento cochilar O aperto do ônibus arranca o meu fone de ouvido Me perco então nos gemidos Muitos sorrisos Está apertado Licença Estou resfriado Doença Há um certo prazer em toda porção de dor? E até com o ódio fazemos amor Ninguém tem culpa O sistema é assim Pegue uma lupa Verá muito em mim Estou submetido até a última instância Por mais que eu fuja da minha ignorância O meio não perdoa Todos no porão Poucos lá na proa Qual é a razão? O rodízio existe para os carros Fumaça Aqui sempre sobra Cachaça E sobe mais um prédio Aonde não cabe mais ninguém Aqui ninguém se respeita Por mim está tudo bem Não preciso conhecer o meu vizinho Entre muitos aprendi a ser sozinho Sou mais um paulista Dos mais infelizes Perco a minha vida na pista Ou embaixo das marquises

Vida amarga
Aqui alaga

Você escolhe se não tiver helicóptero
Para não pegar trânsito
Saio na madrugada

Estudo para trabalhar Trabalho para estudar
Queria mesmo saber viver Que alívio, chegou a minha vez
Vou descer...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ode ao Band-Aid

Ode ao Band-Aid
É bom até quando é home made
Quero vc colado em mim
Ah... eu quero sim!
Cure a minha dor
Amor Amor Amor!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Eu amo SP



Porque não melhor estruturada
                                                             A cidade que foi construída 
Cresce tão desordenada 
Feito uma criança perdida

Cabe ao governo organizar
Limitar e controlar

Aqui é terra de ninguém
Criança só quer brincar
Controle em notas de cem

Prostituídos vivemos
Sem saber o que é o bem

Somos espertos levamos vantagem
A máquina corrói a propria engrenagem

Sem moral e sem orgulho
Ninguém olha para o entulho

Por isso tudo é mais caro
Nós intupimos o ralo
E desgraçamos os rios

Suicídio inconsciente
Mas o dinheiro é colírio
Para a criança carente

Pode entrar faça o que você quiser
Sei que não vai me amar
Eu nem sou a sua mulher
Hoje eu como
O que é sustentabilidade?
                                                                 Quem são os donos
                                                                Dessa p*** de cidade?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A morada

Morar no exterior
Estar de fora
Sentir a dor do amor
E ir embora
Entre letras e procedimentos
Fui bem cuidada
E de muitos acontecimentos
Alienada
Eu e o meu disco voador
Minha HD externa
Ainda guardo o seu calor
Nas minhas pernas
Por ruas frias eu caminho contente
A sua voz ecoa na minha mente
A todo vapor 
Um, dois, três
Só em meu computador
Com puta dor
Holandês
Virtual essa minha realidade
Todos estão sempre comigo
Chamo de felicidade
O que chamam de perigo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O tesouro perdido



Agora eu tenho uma recomendação médica para escrever
Isso pode ajudar a organizar as idéias e entreter

Eu busco a cura para os meus vômitos na madrugada
Eu sei que foi algo que eu não engoli direito, fico entalada

Sei que os médicos não vão achar nenhum vestígio
Sei também o que é amar sem ter prestígio

A vida segue e eu devo curar a minha dor
Nem que eu te negue a te picotar com o ventilador

Assim que eu terminar os meus planejamentos
Filhos, um lar e alguns bons momentos
Nem pensar, eu já desisti
Com a vida que levo vou me contentar
Só por ti

Tudo fruto do meu Capote Valente
A Guimarães na Cristiano Viana
Chega de amor inconsequente
Lá eu deixo toda a minha grana

Eles apertam meus parafusos soltos
Conserto os meus fusos tão revoltos

Eu vou me reerguer
Já está acontecendo
Eu voltei a trabalhar
Estou de frente pro mar
E Deus tá vendo

Isso é o que importa
Além dos livros que eu quero ler
Você pode bater em minha porta
Eu não vou te atender

Só tem espaço agora para quem me faz o bem
Igual a vc só até a segunda página
Hoje eu tenho mais de cem

Sem chances de cair agora, é impossível
Nessa vida ela não namora
A emoção tá invisível

Chega de desgaste
Não vou deixar uma haste
Para alguém se pendurar

O rio que tu alagaste
Me causou tanto desgaste
Que eu me encontrei no mar

Barcos de pesca singelos passam e me reconhecem
Mantenho distância dos cruzeiros
Os corais me aquecem

Navego entre as estrelas do céu e do mar
Me perco no reflexo das águas

E após um dia de contemplação
No meu barco de papel

Sei que os meus estão por perto
E fico feliz por isso

Por mim eu sempre volto
Por eles eu jamais teria ido

domingo, 2 de dezembro de 2012




Eu te vi, eu te vi em outra pessoa
Eu sorri, eu mereci não foi a toa
Quando me deixou e eu morri...
Vida que voa!



Por que tanta gente subestima
A nossa alma, nossa auto-estima
E por mais que seja forte
A culpa sempre e´ da sorte

Quando algo deu errado
Outro teria melhor cuidado

Nada é feito pra você
Tudo a te desmerecer

Tanta competitividade
Dá um nó na garganta
Para as superficialidades
Um olhar só adianta
Um passo adiante
Somem todas as verdades

Ainda sim há quem vá longe
E na trapaça se estabeleça

Eu em minha vida de monge
Não vou perder a minha cabeça

Qual é a essência que sobrevive
As suas turbulências e aos seus declives

Ter estômago de plástico
E um cérebro elástico

Muitas mentiras sim
Construídas e esculpidas sobre mim

Pergunte sempre para a pessoa certa
E não se contente se sua mente estiver deserta

E tão descrente feito alguém encabulado
Um ser tão carente vive um dia tão nublado

Em meio as nuvens feitas de algodão doce
Eu sempre lhe ouço porque foi você quem trouxe

Essa neblina rara e feita só pra mim
Que tenha uma vida e que não seja o meu fim

Trace um limite na linha do meu horizonte
Sem dinamites, quero me banhar nas fontes

Da sua água me embebedar novamente
Curar a minha mágoa e entrar na sua mente

E na fortaleza que nós vamos construir
A sua beleza cuidará do que há por vir
Seus conhecimentos ocultos
São meus desejos mais explícitos
Amar alguém culto soa assim algo tão ilícito?
Me encanta os dias e assombra as minhas noites

Oh solidão
Foi o seu não que me acordou!
Se eu digo não
É porque você não chegou...

E nas festas frias eu me perco em sua miragem
As fantasias perderam a cor e a cartilagem

Joy, jóia, Boy bóia...
You born to me.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Resgate

A ajuda dos amigos é bem vinda, porém não resolve
A ajuda dos parentes é bem vinda, porém não soluciona
Os profissionais também são bem vindos, ainda sim... os remédios não resolvem
Existem certos tipos de problemas que nem Deus resolve
Será que ele virou as costas?
É só pensar nas piores desgraças que eu vou me conformar dele ter virado as costas pra mim...
Sinceramente misticismo é algo que eu não curto mais 
Depois de um curto-circuito eu vi até o satanás
E não era o bicho da dona Clotilde.
Não posso fingir uma fé que não tenho
Como posso mentir para Deus?
Se é que ele existe...
Mas qual era o foco da conversa mesmo?
Então, fiz algumas buscas na internet
Até agora nenhum resgate
Vamos continuar procurando...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Needy

They can cheat you once
They can cheat you twice
But in third time they get ice!

You and your mistakes
I' tried to modify
But your brain brakes
Works as a fly

One day of life
Too short for me
Is the best you can try?
I sing Let it be

Hard as a stone
No one brake my bone
I'm just number one
Can't you see?

Made to overflow
Go out of control
When I need







Para você, minha criança, meu sonho
Eu construí esse mundo


...


Hold on me
For a second
For God sake
It's for free

Hug me tight
For a week
For a day
For  tonight

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Agora não
Não posso te perder
Só por causa de uma queda
Todos tropeçam nessa vida
Você não tem que pagar tão caro
Eu daria tudo para ter evitado o que aconteceu

Odeio escadas
De qualquer tipo
Deficientes não sobem escadas
Idosos sentem dificuldade
Crianças e escadas não combinam


Eu forraria o mundo de algodão para você não nos machucar

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Sweet, nerd, cool and kind

I see your love and hate through the people
Your eyes catch me and I'm sold
Every sound in nature is part of your voice
How are you so bold?
Why I have no choice?

If I dare to take a sip
From another there is no deep

But still can be a chance
When I think about romance

Your fences crossed my chest
Offenses leave from me no rest

Is the last thing I guess
Not a ring but bracelets

Handcuff will never set me free
To live, to love, to be

Only birds sing in a jail
See and know
I have no tail

Now I open up my mind
For all that is sweet, nerd, cool and kind


Aphrodisiac

... is aphrodisiac...
The right words in my ears
When you are near
For years and years

The way you look
A kind of hook
A man that can cook
And clean the house
The way you hold the mouse

And take care
You're always there

To make me happy
And give me your arms

And explain
There is no pain
Because nothing I do is in vain






segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Vudu



Nosso relacionamento Preso no cimento Será que o meu lamento Pode esculpir?
Através do tempo Para o amor, um monumento Em um novo momento Ressurgir?
Tanto sofrimento Sem consolo
Não dá tempo ao tempo Muda com o vento Feito um tolo
Você se distrai Enquanto me trai Biruta, não acorda
Toda vez que cai Sabe para onde vai Quando volta
Hoje eu lhe peço Amanhã me despeço Vou embora
Tenho um consolo Como o seu bolo Pelas bordas
É mesmo divertido Comer biscoito sortido Mas engorda
Quero que você mude Que tenha saúde Para dar de sobra
Como vou receber Se não consegue se conter E transborda
Sei o quanto é humano Eu também não sou de pano
Seu calhorda


Deixa eu te esquecer...

Omisso
Vc me trocou
Meu peito falou
Deixa disso

Não sei quem pediu
Porque me sorriu
Tão bem quisto

Se vou ser traída
Ou subtraída
Se não tem saída
Que eu viva essa vida
Ao lado de uma ferida que me alugou primeiro
Meu coração duvida fincado em um espinheiro

O tamanho de suas mãos não asseguram qualidade
Eu quero mãos que curam, eu quero raridade

A partir de hoje vc deixa de existir
Homem de verdade
É o que me faz sorrir

Me falta cuidado
Me falta proteção
Guardo o meu fado
A minha canção

Para além dos mares eu velejo
Em muitos lugares eu te vejo

Não existem segredos para mim
Este é o meu medo,
É o fim

Sem nexo eu vivo
A me torturar
O meu lado impulsivo
Quer me arrebentar

É melhor ler um livro
Eu leio a coleção

Navego na internet
Vejo televisão..

Se falo em bocal
É o encaixe da luz

Comendo cal
Virei um avestruz

Estomago forte 
Para aguentar 

Quem nunca tem sorte
E não pode amar

É um rock pesado
A minha guiitarra

Ninguém tem tocado
Nem sequer por farra

Estou proibida
Só posso brincar

Maldição curtida
Nesse ar

Eu vou me guardar
E guardar o meu porquê

Não vou me entregar
Eu deixo apodrecer

Meu íntimo é mais limpo 
Que a sua boca

Sem o vinho tinto
Estou ficando louca

E nem mais um trago 
Eu posso dar

Promessas e estragos 
Vem pra me ferrar

Me falta estrutura
Procuro alguém de aço

Que faça ataduras 
E cole o meu braço

Não sei o que faço
Para te descobrir

Cade o palhaco
Pra me fazer sorrir

Depois que eu curtir
Que eu gargalhar 
Cansar de sorrir 
Posso me entregar

Pra quê me maquear?
Se sempre sou a palhaça
No seu lugar
Enquanto você passa

Não entro na neura 
Dessa turma maluca
Que vive de aparências 
E nada tem na cuca

Se eu competir 
Eu vou me estragar
Só entro em briga
Que eu posso ganhar

E assim eu converso
De um jeito natural

Presa fico em meus versos
Eles não me fazem mal

Poliamor
Filme de horror
ÁgapeMe perdi

Para onde eu for
Minha vida é amor 
Penso em ti